Trabalhei com Rogério Rocco no Ibama do Rio de Janeiro. Ele era Superintendente e eu Procurador-Chefe. O que percebi nesse período trabalhando com o Rogério Rocco foi um cara completamente comprometido com o seu trabalho e com a causa ambiental; um cara do bem, como dificilmente se vê hoje em dia; um cara com uma capacidade de motivar sua equipe como nunca vi em ninguém até hoje.
Uma de suas melhores qualidades era a forma como ele se impunha como líder, mas ao mesmo tempo ouvia toda sua equipe. Dificilmente tomava decisões importantes sem ponderar com seus colaboradores quais as consequências que aquela decisão poderia causar.
Líder nato, daqueles que geram o sentimento de lealdade em sua equipe.
Sempre me deixou muito à vontade para conduzir meu trabalho, sem qualquer interferência em minhas manifestações jurídicas.
Sempre me pediu para fazer o possível para viabilizar juridicamente as políticas públicas que estavam a cargo do Ibama, mas sempre ressalvando a legalidade e a moralidade. Nunca me pediu para chancelar algo que não fosse legal ou moralmente aceitável.
Sempre encarou os desafios que lhe foram impostos nessa árdua tarefa de defesa do meio ambiente, sem se vender; sem perder seu idealismo. “Perdeu a cabeça, mas não perdeu o juízo.”
Esse é o Rogério Rocco que conheci e que desejo seja eleito vereador no Rio.

Alessandro Quintanilha Machado, Procurador Federal. Procurador-Chefe da Procuradoria Federal junto à Fundação Casa de Rui Barbosa